Camuflagem no autismo é o conjunto de estratégias que a pessoa autista usa para esconder ou compensar suas características em ambientes sociais pensados para quem não é autista. Na prática, significa ensaiar conversas, forçar o contato visual, copiar gestos dos outros e segurar movimentos repetitivos durante o dia inteiro. Essa adaptação constante pode ter um custo, e uma revisão de 2026 reuniu o que a pesquisa já mediu sobre a associação entre camuflagem e saúde mental em mulheres adultas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).
Em uma revisão sistemática publicada em 16 de outubro de 2026 no Journal of Autism and Developmental Disorders, Cuni e Cantero-García reuniram 9 estudos com mulheres autistas adultas. Foram mais de 1.500 mulheres de 7 países na amostra combinada (o resumo não informa quantas eram autistas e quantas eram do grupo de comparação). Quanto maior a camuflagem, maiores os níveis de ansiedade, de depressão e de pensamentos suicidas. Nenhuma dessas pesquisas mediu o burnout autista com instrumentos validados, o que deixa uma lacuna importante.
Quer entender melhor? Então continue lendo!
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O que é camuflagem no autismo?
Camuflagem no autismo (também chamada de masking, mascaramento ou camuflagem social) é o esforço consciente ou automático de parecer “menos autista” diante de outras pessoas. A revisão de Cuni e Cantero-García (2026) a define como as estratégias comportamentais e cognitivas pelas quais a pessoa autista esconde ou compensa seus traços para circular em ambientes sociais neurotípicos. Ou seja, a camuflagem acontece na interface entre a pessoa e um mundo que espera um jeito único de se comunicar.
O instrumento mais usado para medir esse esforço é o CAT-Q (Camouflaging Autistic Traits Questionnaire, ou Questionário de Camuflagem de Traços Autistas). Ele avalia três dimensões: compensação (aprender regras sociais para suprir dificuldades), mascaramento (controlar expressões, gestos e tom de voz) e assimilação (forçar-se a participar de situações sociais e “atuar” para se encaixar). Já explicamos como esse questionário funciona no nosso guia sobre testes de triagem de autismo e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) para adultos.
Como a camuflagem aparece no dia a dia
Na prática clínica, costumamos ouvir relatos como os abaixo. Eles ilustram o conceito, mas não vieram da revisão e não servem para diagnóstico:
- Preparar mentalmente frases e perguntas antes de uma reunião ou de um encontro social.
- Observar como as colegas riem, se vestem e conversam para imitar o padrão do grupo.
- Manter o contato visual mesmo quando ele é desconfortável ou doloroso.
- Segurar o balanço das pernas, o movimento das mãos ou outros movimentos que ajudam a regular o corpo.
- Chegar em casa exausta e precisar de horas de silêncio para “recarregar”.
Camuflar pode trazer vantagens de curto prazo, como conseguir um emprego ou evitar o bullying, e muitas pessoas autistas relatam fazer isso em algum grau. O problema é o preço que a revisão de Cuni e Cantero-García (2026) associa a esse esforço. Continue lendo que vamos explicar a seguir!
Por que as mulheres autistas camuflam mais?
Segundo Cuni e Cantero-García (2026), a camuflagem tem sido ligada de forma consistente a piores desfechos de saúde mental, e as mulheres são afetadas de maneira desproporcional. Uma explicação frequente é que as expectativas sociais sobre meninas e mulheres (ser sociável, atenciosa, “fácil de lidar”) cobram um esforço maior de adaptação. Na nossa interpretação, essa cobrança também ajuda a explicar por que os sinais de autismo em mulheres passam despercebidos por tanto tempo, com diagnósticos tardios ou trocados por outros rótulos; a revisão não testou essa hipótese.
Nem todos os estudos, porém, apontam uma diferença entre homens e mulheres no efeito da camuflagem. Hull e colegas (2021), em uma amostra grande de adultos autistas, observaram que camuflar se associava a mais ansiedade generalizada, ansiedade social e depressão, mas não encontraram interação entre camuflagem e gênero. Por isso, a leitura mais prudente é que a associação aparece em homens e mulheres nas amostras estudadas (adultos autistas sem deficiência intelectual, no caso de Hull). A ideia de que as mulheres acumulam mais motivos para camuflar é uma hipótese que os estudos citados aqui não avaliaram diretamente.
A revisão de 2026 concentrou a análise exatamente nesse grupo, o das mulheres autistas adultas com diagnóstico formal. Vamos aos resultados!
O que a revisão de 2026 encontrou?
A revisão de Cuni e Cantero-García (2026) encontrou associação consistente entre camuflagem no autismo e três desfechos em mulheres autistas: ansiedade, depressão e suicidalidade (termo técnico para pensamentos e comportamentos ligados ao suicídio). Para a suicidalidade, a camuflagem apareceu como preditor independente, ou seja, manteve relação com o desfecho mesmo depois que outros fatores foram considerados nas análises. Nenhuma pesquisa incluída avaliou o burnout autista com instrumento validado.
Como o estudo foi feito
Trata-se de uma revisão sistemática, isto é, uma busca organizada de todas as pesquisas publicadas sobre uma pergunta, com regras definidas antes de começar. Ela seguiu as diretrizes PRISMA 2020 (guia internacional para relatar revisões sistemáticas) e teve seu protocolo inscrito de antemão na plataforma PROSPERO (CRD420261342682), o registro público desse tipo de estudo. Os autores, da Universidad a Distancia de Madrid, na Espanha, buscaram em cinco bases de dados (PubMed, Web of Science, Scopus, APA PsycINFO e ProQuest) as publicações de janeiro de 2015 a dezembro de 2025.
- Quem entrou: estudos com mulheres autistas adultas (18 anos ou mais), com diagnóstico formal, medida explícita de camuflagem e ao menos um desfecho de saúde mental (ansiedade, depressão, burnout autista ou suicidalidade).
- Quantos entraram: 9 estudos publicados entre 2018 e 2025, somando mais de 1.500 mulheres em 7 países.
- Qualidade: avaliada com a escala Newcastle-Ottawa (para estudos observacionais) e com a ferramenta CASP (Critical Appraisal Skills Programme, um roteiro de avaliação crítica).
O ponto forte é o método: protocolo registrado antes da análise, cinco bases e critérios restritos a adultas com diagnóstico formal. O ponto fraco é que a síntese depende de estudos observacionais (entre eles pesquisas por questionário; o resumo não detalha o desenho de cada um), e o resumo publicado não traz o número exato de participantes de cada pesquisa.
Os principais números da revisão
Os autores resumiram as associações com medidas de tamanho de efeito. Explicamos cada uma logo abaixo do gráfico.

| Desfecho | O que a revisão relata | Como ler o número |
|---|---|---|
| Ansiedade | β = 0,21 a 0,22; d = 0,93 | Associação consistente (Cuni e Cantero-García, 2026); o d de 0,93 corresponde a um tamanho de efeito grande, e o resumo não especifica quais grupos foram comparados. |
| Depressão | g = 0,56; R² de Nagelkerke = 0,358 (diagnóstico estruturado ao longo da vida) | Tamanho de efeito médio (Cuni e Cantero-García, 2026); em um dos estudos, com diagnóstico estruturado ao longo da vida, o índice de ajuste do modelo (pseudo-R² de Nagelkerke) foi de 0,358, em escala de 0 a 1. |
| Suicidalidade | β = 0,198 (camuflagem como preditor independente); razão de chances de 5,04 em comparação com a população geral | O β se refere à camuflagem (Cuni e Cantero-García, 2026). A razão de chances tem a população geral como referência; o resumo não explicita qual grupo foi comparado nem o desfecho exato, e o número não mede o efeito da camuflagem em si. |
| Burnout autista | Nenhum estudo com instrumento validado | Lacuna de pesquisa, segundo os autores. |
O detalhe mais útil para o consultório é que a subescala de assimilação do CAT-Q foi o preditor específico de ideação suicida nas mulheres, com a ansiedade como mediadora. Em linguagem simples, forçar-se a participar e “atuar” em situações sociais foi a dimensão da camuflagem identificada como preditor específico de ideação suicida. O modelo estatístico apontou a ansiedade como mediadora, uma associação indireta que não prova mecanismo nem ordem no tempo. Esse achado coincide com o de um dos estudos incluídos, de Conde-Pumpido-Zubizarreta e colegas (2025), feito por pesquisadores da Espanha e de Portugal na amostra combinada de 471 mulheres (72 autistas e 399 não autistas).
Como ler as medidas estatísticas
- β (beta): coeficiente de regressão. Mostra a direção e a força da associação entre camuflagem e desfecho. O resumo não informa a escala nem o modelo usado, então o valor não deve ser traduzido como “pequeno” ou “grande”.
- d de Cohen e g de Hedges: medem a distância entre as médias de dois grupos em desvios padrão, em escalas equivalentes. Por convenção estatística, 0,5 é considerado médio e 0,8 ou mais, grande.
- R² de Nagelkerke: índice de ajuste de modelos de regressão logística, em escala de 0 a 1; quanto maior, melhor o modelo explica o desfecho. Ele é um pseudo-R² e não corresponde a uma porcentagem de variação explicada; o resumo não detalha o modelo.
- Razão de chances (odds ratio): compara as chances de um desfecho entre dois grupos (chance é a proporção entre quem teve e quem não teve o desfecho). No resumo, o valor de 5,04 tem a população geral como referência, sem detalhar o grupo comparado; ele descreve grupos e não informa a probabilidade de uma pessoa específica.
Com os números na mão, fica a pergunta que mais ouvimos: isso é causa ou coincidência? Continue lendo que vamos explicar a seguir!
Camuflagem no autismo causa depressão e ansiedade?
A revisão mostra associação, e associação não prova causa. Os estudos incluídos são observacionais, entre eles pesquisas por questionário online, como as de Cassidy (2018) e Hull (2021). Isso significa que as explicações podem ir nas duas direções: camuflar pode esgotar e adoecer, mas pessoas mais ansiosas também podem camuflar mais para evitar julgamentos. O resumo da revisão chama a camuflagem de fator de risco psicossocial independente; a cautela sobre causa é leitura nossa, baseada no desenho observacional dos estudos.
Mesmo assim, o padrão se repete em estudos diferentes. Cassidy e colegas (2018) fizeram uma pesquisa online com 164 adultos autistas e 169 adultos da população geral. Entre os autistas, 72% ficaram acima do ponto de corte de risco de suicídio em um questionário validado, contra 33% no grupo de comparação.
Naquele estudo, a camuflagem e as necessidades de apoio não atendidas apareceram como marcadores de risco específicos do autismo. Hull e colegas (2021) confirmaram a associação com ansiedade e depressão, embora pequena quando se descontavam traços autistas e idade.
O que o estudo não diz
- Não diz que toda mulher autista que camufla vai adoecer. Os números descrevem grupos, e muitas mulheres camuflam sem desenvolver depressão ou ideação suicida.
- Não traz dados sobre burnout autista medidos com instrumentos validados. Pode haver relatos nos estudos, mas o resumo não os descreve.
- Não se aplica diretamente a homens, pessoas não binárias ou adolescentes. A pergunta foi restrita a mulheres adultas com diagnóstico formal.
- Não testou nenhuma intervenção. A revisão recomenda avaliar a camuflagem com o CAT-Q nos protocolos de saúde mental e de risco de suicídio, mas não mediu se essa avaliação muda desfechos.
- Nossa leitura se baseou no resumo publicado. O artigo é de acesso restrito; tabelas e detalhes de cada estudo incluído não estavam disponíveis.
E o que fazer com tudo isso no dia a dia? Vamos ao lado prático!
Quando procurar ajuda?
Procure avaliação quando o esforço para “funcionar socialmente” vier acompanhado de exaustão persistente, tristeza que não passa, ansiedade intensa ou pensamentos de que a vida não vale a pena. Na nossa interpretação, o estudo reforça uma rotina simples de consultório: perguntar sobre camuflagem a toda mulher autista adulta e investigar ativamente ansiedade, depressão e risco de suicídio. Estender essa pergunta a quem tem suspeita de autismo é uma proposta nossa, e a revisão não testou a eficácia de nenhuma dessas rotinas.
Se você está pensando em tirar a própria vida, procure ajuda agora. No Brasil, o Centro de Valorização da Vida atende pelo telefone 188, de graça e 24 horas por dia, e também pelo site cvv.org.br. Em situação de emergência, acione o SAMU (192) ou vá ao pronto-socorro mais próximo.
Alguns sinais merecem uma consulta com neurologista ou psiquiatra com experiência em autismo em adultos. Veja os principais:
- Sensação de “atuar” em todas as interações e de nunca poder relaxar perto dos outros.
- Cansaço extremo depois de eventos sociais, com necessidade de dias para se recuperar.
- Ansiedade que impede trabalho, estudo ou relacionamentos, tema que abordamos em neurologista trata ansiedade?
- Diagnósticos anteriores de ansiedade ou depressão que nunca explicaram tudo o que você sente.
- Pensamentos recorrentes de morte ou de desaparecer.
Este texto não substitui a avaliação médica individual. O diagnóstico de TEA na vida adulta e o planejamento do cuidado em saúde mental só podem ser feitos em consulta. Se você se identificou com este artigo, agende uma avaliação para autismo em adultos. Na consulta, revisamos sua história desde a infância, aplicamos instrumentos como o CAT-Q e investigamos ansiedade, depressão e outros fatores que afetam sua qualidade de vida.
Ainda ficou com dúvidas? Reunimos abaixo as perguntas mais comuns sobre o tema.
Perguntas frequentes
Masking autista é a mesma coisa que camuflagem?
Na linguagem do dia a dia, sim: masking, mascaramento e camuflagem social costumam ser usados como sinônimos. Na pesquisa, “camuflagem” é o termo guarda-chuva, e “mascaramento” é uma de suas três dimensões no CAT-Q, ao lado da compensação e da assimilação. A revisão de Cuni e Cantero-García (2026) define masking como esconder ou compensar os traços autistas, o mesmo construto que o CAT-Q (questionário de camuflagem) mede.
Camuflar é sempre ruim?
Não. Camuflar pode ajudar a conseguir um emprego, evitar preconceito e manter relações em contextos pouco acolhedores. O que os 9 estudos reunidos por Cuni e Cantero-García (2026) mostram é o custo: quanto mais intensa a camuflagem, mais ansiedade, depressão e pensamentos suicidas aparecem entre as mulheres autistas. A meta, na nossa interpretação, é construir espaços em que a máscara possa ser retirada com segurança, aos poucos e com apoio.
O que é burnout autista?
Burnout autista é o nome usado pela comunidade autista e por parte da literatura para descrever um estado de exaustão intensa, com perda de habilidades e menor tolerância a estímulos, atribuído ao esforço prolongado de se adaptar a ambientes não acolhedores. A revisão de 2026 não traz essa definição nem a testou; ela pretendia avaliá-lo, mas nenhuma das 9 pesquisas incluídas usou instrumento validado para medi-lo. Por isso, ainda faltam dados sobre a relação direta entre camuflagem e burnout em mulheres autistas.
O que é o CAT-Q e como ele é usado?
O CAT-Q é um questionário de autorrelato que mede a camuflagem de traços autistas em três dimensões: compensação, mascaramento e assimilação. A revisão de Cuni e Cantero-García (2026) recomenda incluir esse instrumento na avaliação de saúde mental e de risco de suicídio de mulheres autistas. Ele mede a camuflagem e serve de ponto de partida para a conversa clínica; sozinho, não diagnostica autismo nem classifica risco de suicídio, e o resultado precisa ser interpretado por um profissional.
Mulheres autistas têm mais ansiedade e depressão por causa da camuflagem?
Os 9 estudos revisados por Cuni e Cantero-García (2026) mostram associação consistente entre camuflar mais e ter mais ansiedade e depressão, mas não provam que a camuflagem seja a causa. Por serem pesquisas observacionais, as duas condições podem se alimentar mutuamente. Na nossa interpretação, perguntar sobre camuflagem ajuda a identificar quem merece uma avaliação mais cuidadosa de saúde mental.
Conclusão
Neste artigo explicamos para você o que é camuflagem no autismo e por que ela costuma pesar mais nas mulheres. Vimos o que a revisão sistemática de Cuni e Cantero-García (2026), com 9 estudos e mais de 1.500 mulheres, encontrou: associação consistente com ansiedade, depressão e suicidalidade, e nenhuma medida validada de burnout autista. Mostramos também como ler as medidas estatísticas, quais são os limites de um estudo observacional e quais sinais merecem avaliação.
Na prática, a camuflagem precisa entrar na conversa clínica. Se você é uma mulher autista, ou suspeita que seja, e reconhece em si o cansaço de “atuar” todos os dias, procure uma avaliação. Se você precisar de um neurologista em Curitiba e região com experiência em autismo e TDAH no adulto, conheça melhor o Dr. Matheus Trilico e agende sua consulta para avaliar a camuflagem e a sua saúde mental. Este texto é educativo e não substitui a consulta.
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Referências Bibliográficas
CUNI, E.; CANTERO-GARCÍA, M. Autistic Masking and Mental Health Outcomes in Autistic Women: A Systematic Review (2015-2025). Journal of Autism and Developmental Disorders, 16 out. 2026. Publicação eletrônica antes da impressão. PMID 42886452. DOI: https://doi.org/10.1007/s10803-026-07557-0. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42886452/
CASSIDY, S.; BRADLEY, L.; SHAW, R.; BARON-COHEN, S. Risk markers for suicidality in autistic adults. Molecular Autism, v. 9, p. 42, 2018. PMID 30083306. DOI: https://doi.org/10.1186/s13229-018-0226-4
HULL, L. et al. Is social camouflaging associated with anxiety and depression in autistic adults? Molecular Autism, v. 12, n. 1, p. 13, 2021. PMID 33593423. DOI: https://doi.org/10.1186/s13229-021-00421-1
CONDE-PUMPIDO-ZUBIZARRETA, S. et al. The association between autism, camouflaging and anxiety with suicidal ideation in women. Frontiers in Psychology, v. 16, e1685845, 2025 (registro no PubMed datado de 23 jan. 2026). PMID 41657826. DOI: https://doi.org/10.3389/fpsyg.2025.1685845
Dr. Matheus Trilico é neurologista referência no diagnóstico e acompanhamento de TEA e TDAH em adultos. Formado em medicina pela Faculdade Estadual de Medicina de Marília (FAMEMA) e com residência em Neurologia pelo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR) e mestre também pela UFPR. Além de atuar como neurologista em consultório privado e trabalhou por anos no Sistema Único de Saúde (SUS), realizando também atividades acadêmicas. Dr. Matheus Trilico acredita que o ser humano precisa conhecer bem sua saúde e, por isso, transmite as informações sobre o quadro clínico de forma clara e didática, reafirmando seu compromisso com a exímia relação médico-paciente. Amante da tecnologia, busca utilizá-la para agregar conhecimento e facilitar a vida dos pacientes, mas sem perder seu foco: o humanismo e a qualidade do atendimento médico.
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